quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Caco Barcellos faz palestra na UFBA

A última quarta-feira (22/10) foi marcada pelo encontro entre estudantes e o repórter e apresentador do programa Profissão Repórter, da Rede Globo de Televisão Caco Barcellos. A palestra que contava na sua maioria com a presença de estudantes do curso de jornalismo, com algumas exceções é claro, aconteceu no salão central da reitoria da Universidade Federal da Bahia – UFBA, no bairro do Canela.
O tema desenvolvido foi a Cultura da Violência, através do qual, Barcellos apresentou números e estatísticas que mostram uma violência praticada na sua grande maioria por pessoas teoricamente “comuns”, a exemplo dos casos mostrados pela mídia envolvendo Pimenta Neves, Alexandre Nardoni e mais recentemente de Lindemberg Alves. Segundo Barcellos apenas 2% dos crimes de morte praticados nas grandes cidades do país, são cometidos pelos bandidos. E os outros 98% ? Estes são atribuídos a pessoas que convivem normalmente em sociedade, mas pelo fato da violência ser algo já enraizado na nossa cultura, não nos damos conta do quanto que matamos, no trânsito, por exemplo ou por outro motivo qualquer, como ciúme, nervosismo, intolerância, etc.
O evento realizado pela Produtora Jr., empresa júnior de comunicação da UFBA, em parceria com a Souza Cruz contou ainda com a presença das professoras da Faculdade de Comunicação da UFBA (FACOM) Malu Fontes e Heloísa Gerbasi, além da gerente de Responsabilidade Social da Souza Cruz, Simone Veltri, que deram as boas vindas aos participantes.
Apesar do atraso, por conta de problemas no vôo de Caco Barcellos (o evento estava previsto para começar as 19h30, mas só foi iniciado de fato quase 20h30), o encontro foi válido, não somente pela simpatia do convidado especial, que pediu desculpas pela demora, mas também pela capacidade apresentada por ele de conduzir a platéia de forma bastante natural, apresentando novas perspectivas e fazendo críticas pertinentes a respeito do assunto proposto.

domingo, 19 de outubro de 2008

Eleições em Salvador



O dia 5 de outubro desse ano foi marcado pelas eleições municipais em todo país. Em Salvador, desde sábado, dia que antecedeu a votação, o que mais se viu foram carreatas, panfletagens e campanhas corpo à corpo. Eram os candidatos apostando suas últimas fichas, para ver quem sairia vitorioso. Na região metropolitana, mais especificamente em Itinga, em proporções bem menores, porém não menos barulhenta e suja a campanha também era bastante agitada, sobretudo entre os candidatos à prefeitura de Lauro de Freitas, Roberto Muniz (PP) e Moema (PT).
Voltando à Salvador, os eleitores tiveram um universo de candidatos para fazerem suas escolhas. Só entre os vereadores foram mais de 1600 candidatos, além dos cinco que disputaram a prefeitura. A preferência pelos vereadores variava de acordo com os bairros. Em Cajazeiras, por exemplo, as opções em variadas, porém notava-se uma leve vantagem dos candidatos à Câmara Municipal, Alfredo Mangueira (PMDB), Jorge Jambeiro (PSDB) e Sidelvan Nóbrega (PRB). Entre os prefeitos, no entanto, notava-se que a disputa seria acirrada. Os eleitores se dividiam, principalmente entre João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT).
Como já era de se esperar, no caminho que dava acesso aos principais colégios eleitorais da região muita “boca de urna” e ninguém para fiscalizar. Em determinados pontos a aglomeração era tão grande que o tráfego, tanto de carros como de pedestres se tornou lento. Muita gente preferiu votar cedo, como a dona-de-casa Dalva Silva. Segundo ela a vantagem de se votar logo pela manhã é que além de evitar as grandes filas, o eleitor não passa os transtornos de deixar o voto para o final do dia.
Entretanto, para algumas pessoas, como o mesário Antonio Carlos Dias, que exerce a função desde as eleições de 2002, o movimento ainda era fraco diante do eleitorado do bairro. “A gente sabe que sempre tem aqueles que deixam pra fazer tudo em cima da hora. Já é natural do brasileiro.”, comentou. Confirmando a opinião de Carlos, de acordo com a policia militar, que estava fazendo a ronda no local, o fluxo de eleitores a tarde, provavelmente seria muito maior. Mas não foi o que se viu. Próximo das 17h, horário estabelecido para término das votações, as seções estavam tranqüilas e ruas sem aglomerações. Para a vendedora ambulante Carmen Santos, que esteve presente durante todo o dia em frente o Colégio Estadual Dona Leonor Calmon, situado na Fazenda Grande II, a população se dividiu bem. “Houve movimento durante todo o dia, tanto que a mercadoria que trouxe vendi praticamente toda.”, informa.
Encerrada a votação, foi possível ver muitas pessoas comentarem suas preferência como os possíveis vencedores, mas no fundo notava-se uma expectativa para saber, de fato quem foram os candidatos mais votados. Por volta das 23h o site Yahoo Eleições divulgava que entre os vereadores mais votados estava Alan Sanches (PMDB), Sidelvan Nóbrega (PRB) e para a surpresa de muita gente, Alecsandro de Souza Santos (PR), ou melhor, Leo Kret do Brasil. Na corrida pela prefeitura João Henrique (PMDB) liderava a disputa com mais de 402 mil votos computados, seguido de Walter Pinheiro (PT) com quase 391 mil votos, ACM Neto (DEM) com pouco mais de 345 mil votos, além de Antonio Imbassahy (PSDB) e Hilton Coelho (PSOL), que juntos não somavam nem 160 mil votos.
A apuração revelou, sem dúvida, uma eleição muito disputada entre os candidatos a prefeito, se comparada a outras cidades do país. Refletindo esse equilíbrio João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT) irão para o segundo turno e terão mais alguns dias para adquirir a preferência de uma outra parte do eleitorado, a fim de conquistar o troféu dessas eleições, que mais parece um campeonato: a cidade do Salvador.